ABSTRACT
Nº
00114PP
TEXTO
COMPLETO
PAINEL
DE DISCUSSÃO

DÍA 11
NOVEMBR0 DE 1.999
22 horas España
21 horas Portugal
18 horas Brasil
Canal #cimc99
Servidores
TITULO
INTOXICAÇÃO
POR COMPOSTOS ORGANOFOSFORADOS: 1994 a 1998
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Pedro Póvoa
Eduardo Almeida
Antero Fernandes
Pedro Moreira
Rui Mealha
Henrique Sabino
UCI, Hospital
Garcia de Orta, Almada, Portugal
Introdução
-
Foi nosso objectivo
estudar os doentes com intoxicação por organofosofrados (IOF)
da nossa UCI, fazer a comparação com estudo anterior (1),
e avaliar o valor prognóstico da colinesterase sérica (SChE)
como definido nesse trabalho.
Material
e Métodos –
Estudaram-se retrospectivamente
20 doentes com IOF admitidos entre 1994-1998. A abordagem geral foi feita
como publicado (1) com a excepção da obidoxima: até
1995 em bolus; desde 1996 em perfusão. Os falecidos foram divididos
do mesmo modo que no trabalho referido. Dois falecidos não foram
incluidos na análise por falta de dados.
Resultados
-
A mortalidade foi
de 40% e todos os doentes necessitaram de ventilação. O OF
mais encontrado foi o paratião (9/20), a via de intoxicação
mais frequente a ingestão (18/20) e a intenção suicida
esteve presente em 18 doentes. Nos falecidos, 83% apresentavam paragem
cardio-respiratória (PCR) à entrada do hospital enquanto
que só 1 dos sobreviventes a apresentou (p<0.05). A SChE à
entrada não foi estatisticamente diferente entre sobreviventes e
falecidos. A recuperação da SChE entre as 24-72, e 24-120
horas só foi significativa nos sobreviventes. Nestes, a SChE às
72h (mediana 1143 UI/l) e às 120h (mediana 1022 UI/l) foi significativamente
mais elevada que nos falecidos, 205 e 115 respectivamente (p<0.05).
Às 120h, 10 dos 12 sobreviventes e 1 dos 5 falecidos tinham SChE>10%
do limite inferior do normal (sensiblidade 83%, especificidade 80%). Houve
1 falecido-1 (falecido nas 1ª 24h e SChE<10% do normal), 2 falecidos-2
(falecidos com vários dias de internamento mas SChE<10% à
data da morte). Falecido-3 (à data da morte SChE>10%) houve 3 e
nenhum deles se encontrava a fazer atropina.
Conclusão
-
1. A mortalidade
da intoxicação grave por OF continua a ser elevada;
2 . PCR na admissão
é sinal de mau prognóstico;
3. A SChE é
útil no diagnóstico e monitorização clínica;
4. A recuperação
da SChE às 120h >10% é sinal de bom prognóstico.
Bibliografia:
1.Cunha J, Povoa
P, Mourao L, Santos AL, Luis AS. Intoxicação Grave por Organofosforados:
Análise da Mortalidade e do Valor da Colinesterase Sérica
na Monitorização do Curso Clínico. Acta
Med Port 1995; 8(9):469-75.
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