1º Congreso Internacional de Medicina Crítica en Internet
CIMC´99
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PANEL DE DISCUSIÓN
PANEL OF DISCUSSION
PAINEL DE DISCUSSÃO



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ABSTRACT
Nº 00132AG





Equivalencia de horarios:

  • Hora europea continental: GMT+1 (invierno) 
  • Islas Canarias, Portugal, Reino Unido e Irlanda: GMT (invierno) 
  • México: GMT-6 (invierno) 
  • R.Dominicana: GMT-6 
  • Colombia: GMT-6 
  • Argentina: GMT-4 
  • Uruguay: GMT-4 
  • Chile: GMT-5 
  • Ecuador: GMT-5 
  • Brasil: GMT-4 
En los paises que tienen cambio de horario estacional, debe añadirse una hora en el verano del hemisferio norte. 
Del 1 de Noviembre al 15 de Diciembre

RESUMO &  FULL TEXT
Nº 00132AG

PAINEL DE DISCUSSÃO

DÍA 17 PARA 24 DE NOVEMBRO DE 1.999
 

TITULO:

INTOXICAÇÕES VOLUNTÁRIAS

Autores: 

Ana Lúcia Gonçalves*,
João Nunes** 
Isabel Cardoso ***

* - Enfermeira Especializada em Enfermagem do Adulto e Idoso , a desempenhar funções na UCI do Hospital de Santarém
** - Enfermeiro Graduado, a desempenhar funções na UCI do Hospital de Santarém
*** - Enfermeira de Nível I, a desempenhar funções na UCI do Hospital de Santarém
 


Pela sua elevada morbilidade e mortalidade as intoxicações constituem um problema que a todos deve preocupar.
Vivemos rodeados de substâncias tóxicas, em casa, nas fábricas, nos campos, nas grandes e pequenas superfícies comerciais onde a sua aquisição pode ser efectuada por qualquer pessoa.
Além de sabermos utilizar esses produtos correctamente, temos de ensinar as pessoas a respeitá-los e a conhecer os seus perigos. Mas a educação apenas não chega, pois com frequência surgem intoxicações voluntárias e acidentais. As intoxicações suicidas têm vindo a aumentar e adquirir proporções alarmantes, o que está em relação 
directa com a instabilidade social dos nossos dias.
O hospital de Santarém situa-se numa zona essencialmente rural, o que “ favorece” o contacto com este tipo de doentes, dado o fácil acesso aos pesticidas. 
O último ano ( Junho 1998 a Junho de 1999) caracterizou-se por um aumento 
acentuado deste tipo de doentes ( 15,1% dos doentes da unidade ).
Verificamos através do gráfico nº 1 que, 61% dos doentes são do sexo Feminino e, 39% do sexo Masculino
Gráfico nº 1 – Distribuição percentual da amostra por sexos

Pela análise do gráfico nº2 constatámos que 54% da amostra se situa no grupo etário dos [ 61-80 anos[ , seguido dos grupos etários [41 – 60 anos[  com 23% e o grupo etário [ 0-20 anos[ com 15%, o que vai de encontro às estatísticas nacionais existentes que, referem ser as crianças, os adolescentes, os adultos jovens desempregados e, os idosos os grupos de risco para o suicídio

Gráfico nº 2 – Distribuição percentual da amostra por grupo etário

 

Pela análise do gráfico nº 3 constatamos que se verifica em maior numero intoxicações por organofosforados com 62% , seguido do paraquat e opiáceos com 15% cada
 

Gráfico nº 3 – Distribuição percentual do tipo de tóxico

Pela análise do gráfico nº4 verificamos que 46% dos utentes tiveram entre 6-10 dias de internamento, apenas 8% tiveram mais de 21 dias, sendo a média (  X ) de 10,8 dias.
 

Gráfico nº4 – Distribuição percentual dos dias de internamento

Podemos constatar pelos gráficos nº 5 e nº 6 que a taxa de mortalidade é de 54%, sendo de 46% a taxa de sobrevivência. Por outro lado verificamos que a maior percentagem de óbitos ocorreu com intoxicados por organofosforados, bem como a maior percentagem de sobreviventes  , o que se relaciona com a maior nº destes doentes entrados em relação aos outros
 

Gráfico nº 5 – Distribuição percentual dos óbitos/ tipo de tóxico

Gráfico nº6 – Distribuição percentual dos não óbitos/ tipo de tóxico

A taxa a mortalidade é de 54%, elevada quando comparada com o índice de gravidade ( APACHE) , sendo o risco de mortalidade em média de 41%,como podemos ver no quadro seguinte :

Ao relacionar-mos os índices de gravidade , com o TISS à entrada e à saída e os óbitos  verificamos que o estado do doente se agravou durante o internamento necessitando alguns de técnicas invasivas, daí que a taxa de mortalidade seja superior ao risco de mortalidade inicial.

Quadro nº 2 – Média de TISS

 

Podemos afirmar  que o importante  para que se diminua a taxa de mortalidade e morbilidade, neste tipo de doentes, é a actuação o mais precocemente possível, instituindo-se as medidas que evitem a absorção do tóxico, mesmo quando recebemos o doente intoxicado já com um quadro clinico estabelecido.
A colheita de dados ( Quem, O Quê, Quanto, Quando, Onde e Como), bem como o contacto imediato com o centro de informação antiveneno é importante para instituir as medidas terapêuticas e diminuir as probalidades de ocorrer a morte do doente. 
A transferência do doente para a unidade de cuidados intensivos , quando este necessita de medidas e técnicas mais sofisticadas como , hemodiafiltração, ventilação, monitorização ..., deve ser feita o mais precocemente possível.
Parece-nos pertinente considerar que as intoxicações voluntárias tenham uma origem Social , à qual se associa a facilidade de acesso a este tipo de tóxico. 
O facto de, muito recentemente, ter-mos verificado a presença de embalagens de piretrina, publicitados em folhetos promocionais de uma grande superfície comercial, logicamente sem qualquer controlo no acto de compra/ venda, vem colocar algumas questões em relação à intervenção social que os Enfermeiros deverão ter ou não, neste campo.
Assim julgamos pertinente colocar à consideração dos congressistas as seguintes questões:

· Deve a equipa de profissionais dos cuidados diferenciados , limitar-se às suas funções intra unidade de prestação de cuidados directos ao intoxicado? 
· Ou pelo contrário , deve alargar ao máximo a sua acção, tentando introduzir também alterações na comunidade, quer ao nível individual - indivíduo de risco / família-  quer a nível comunitário - legislação, contactos com as entidades ligadas ao processo de fabrico , laboratórios e comercialização em pequenas e grandes superfícies comerciais?
· De que modo podemos articular estas actividades com os colegas dos cuidados de saúde primários?
· Que papel poderão os meios de comunicação social desempenhar no âmbito da prevenção?
· De que modo estas atitudes, poderão resultar em sentido inverso, publicitando ainda mais o fácil acesso aos tóxicos elevando as taxas de utilização inadequada dos mesmos?
· Por outro lado e face ao risco presente da recidiva, que tipo de acompanhamento psicológico / psiquiátrico deve ser dispensado e com que participação da equipa de enfermagem da unidade de cuidados intensivos?
· Ao ser portador da informação obtida aquando da admissão do utente e contacto diário com a familia,em fase aguda do processo emergente, de que modo poderá a equipa de enfermagem da unidade disponibilizar as percepções adquiridas, minorando o risco de recidiva?

Siglas e abreviaturas

UCI – Unidade de cuidados intensivos
APACHE – Acute Physiology and Chronic Health Evaluation
TISS- Therapeutic Intervention Scoring System
X - Média

 
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