ABSTRACT
Nº
00145JR
TEXTO
COMPLETO
PANEL DE DISCUSIÓN
Discusión:
DÍA 22
A 29 DE NOVEMBR0 DE 1.999
TÍTULO
COMPARAÇÃO
DO DESEMPENHO DO MODELO PROGNÓSTICO APACHE II EM DUAS UNIDADES EM
UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO.
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COMPLETO
AUTORES:
José Rodolfo
Rocco
André
Miguel Japiassú
AUTOR PRINCIPAL:
Prof. José
Rodolfo Rocco, MD, PhD
Centro de Terapia
Intensiva
Hospital Universitário
Clementino Fraga Filho
Universidade Federal
do Rio de Janeiro
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Ilha do Fundão
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Sem
patrocínio
COMPARAÇÃO
DO DESEMPENHO DO MODELO PROGNÓSTICO APACHE II EM DUAS UNIDADES EM
UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO.
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Introdução:
Os escores prognósticos
já são rotineiramente coletados em terapia intensiva. O presente
estudo visa validar o modelo prognóstico APACHE II na Unidade de
Terapia Semi-Intensiva (UTSI) pós-operatória (período
de maio/97 a janeiro/99) e no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) (período
de abril/98 a agosto/99) do Hospital Universitário Clementino Fraga
Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Material e
Métodos:
Foi realizado coorte
prospectivo, sendo coletadas variáveis demográficas, diagnósticos,
evolução hospitalar e os dados clínicos e laboratoriais
necessários para computar o modelo prognóstico APACHE II.
A discriminação do modelo prognóstico foi avaliada
através dos cálculos de sensibilidade, especificidade e acurácia,
utilizando-se o ponto de corte de 50% e da área sob a curva ROC.
A calibração foi avaliada graficamente e através do
teste goodness-of-fit.
Resultados:
Foram avaliados
564 pacientes na UTSI de 4 leitos e 518 no CTI de 8 leitos. Os pacientes
da UTSI eram mais idosos (57,8 ± 16,9 x 50,9 ± 20,2 anos
- p<0,0001), ficaram menos tempo internados (3,13 ± 4,87
x 5,74 ± 8,29 dias - p<0,0001), foram internados em pós-operatório
imediato mais vezes (93,05% (482/564) x 66,40% (344/518) - p<0,0001),
apresentavam mais diagnóstico de neoplasia (42,90% (242/564) x 28,95%
(150/518) - p<0,0001) e infecções (51,59% (291/564) x
44,40% (230/518) - p<0,05) que os do CTI. A letalidade observada na
UTSI foi de 23,0% (130/564) e no CTI de 25,8% (134/518). O número
de pontos do escore APACHE II foi semelhante em ambas unidades (UTSI -
15,6 ± 8,6 x CTI - 15,6 ± 9,3 - p=NS), porém a probabilidade
de óbito gerada pelo escore foi maior na UTSI (UTSI - 27,8 ±
26,4% x CTI - 24,5 ± 26% - p<0,05). Assim, a taxa de letalidade
padronizada (letalidade observada/prevista pelo modelo APACHE II) foi de
0,82 na UTSI e de 1,05 no CTI. A sensibilidade do modelo APACHE II foi
maior na UTSI (UTSI - 62,3 x CTI - 50%); a especificidade foi maior no
CTI (UTSI - 90,3 x CTI - 92,9%); a acurácia foi um pouco maior na
UTSI (UTSI - 83,8% x CTI - 81,9%). A área sob a curva ROC foi semelhante
em ambas unidades (UTSI - 0,8869 ± 0,027 x CTI - 0,8676 ±
0,022). A calibração foi melhor no CTI (UTSI - H=11,73 p=0,16
x CTI - H=6,90 p=0,54).
Conclusões:
A despeito das diferenças
observadas entre as características dos pacientes internados nas
duas Unidades, o modelo prognóstico APACHE II apresentou desempenho
semelhante em ambas, com boa discriminação e calibração.
Assim, validamos o uso do modelo prognóstico APACHE II em nosso
hospital. Cumpre ressaltar, que tal etapa é fundamental antes da
adoção de qualquer modelo prognóstico em uma unidade
hospitalar.