ABSTRACT
Nº
00166AF
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FULL TEXT NO SEND
DISCUSION:
DÍA 29
NOVIEMBRE A 6 DE DICIEMBRE DE 1.999
NOVEMBER 29,
TO DECEMBER 6, 1999
DIA 29 NOVEMBRO
PARA 6 de DEZEMBRO de 1999
TÍTULO
TRAUMATISMO
CRÂNEO-ENCEFÁLICO GRAVE ANÁLISE DEMOGRÁFICA,
PREVALÊNCIA E MORTALIDADE NA UCIP DO SERVIÇO DE URGÊNCIA
DO HOSPITAL DE SÃO JOÃO
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Ana Fernandez
S Masada
L Aguiar
S Barbosa
JP Gomes
T Honrado
I Maia
JA Paiva
J Duarte
UCIP do Serviço
de Urgência do Hospital de S. João – PORTO
INTRODUÇÃO:
A
identificação e o registo de indicadores de gravidade que
ocorrem na evolução clínica em doentes com TCE, são
essenciais para a evolução do conhecimento médico,
compreensão da progressão da doença e do seu prognóstico
de recobro.
OBJECTIVOS:
Definir
a evolução clínica de um TCE grave, desde o local
do acidente até à admissão na UCIP do HSJoão,
identificar factores de gravidade e mortalidade, correlacionando-os.
MATERIAL
E MÉTODOS:
Foi
desenvolvido um protocolo de registo de informação da fase
pré-hospitalar até à alta na UCIP, de doentes com
TCE grave (ECGlasgow £ 8), admitidos no ano de 1997 na UCIP do SU
do HSJoão. Usou-se como índice de gravidade o AIS e o ISS.
RESULTADOS:
No
ano de 1997 a UCIP (12 camas) admitiu 460 doentes, dos quais 102 doentes
(22,2%) com TCE grave, com tempo de internamento de 1 a 59 dias (média
de 10,3 dias), com idade média de 32,1 anos (com intervalo entre
os 12 e os 88 anos). O sexo masculino foi mais prevalente (6,8/1). 72 doentes
(70,6%) apresentavam lesões múltiplas, mais frequentes nos
membros (38,2%), tórax (29,4%), abdomen (17,6%), face (8,8%), coluna
cervical (7,8%), pelvis (5,9%), e coluna lombar (0,9%). 50 doentes (49%)
foram submetidos a cirurgia de urgência, dos quais 27 (26,5%) para
craniotomia. Até à admissão na UCIP, 30 doentes estiveram
em algum momento em choque, 4 doentes tiveram RCP. 48 doentes deram entrada
na Sala de Emergência com hipoxemia (SaO2<95%). Faleceram 45 doentes
(44,1%), dos quais 7 (6,8%) entraram com critérios de morte cerebral.
A mortalidade foi mais elevada nos doentes com ECGlasgow
3-4 à entrada na UCIP (63,8%),
sendo 49, 2% nos doentes com ECGlasgow 5-6, e 12,3% nos doentes com ECGlasgow
7-8. Os doentes que tiveram instabilidade hemodinámica prévia
à admissão na UCIP, a mortalidade foi de 67,5%. Os doentes
com ISS > 35 tiveram aumento da mortalidade (1,6/1).
CONCLUSÃO:
O
TCE grave foi mais frequente no adulto jovem do sexo masculino. As complicações
secundárias são um factor agravante da morbilidade e da mortalidade.
A abordagem inicial e a transferência inter-hospitalar de doentes
politraumatizados deve ser adequada, protocolizada e implementada a todos
os centros que directamente intervenham na recepção e terapêutica
destes doentes – local do acidente, transporte, centros hospitalares periféricos
e centrais.