ABSTRACT
Nº
00173FP
TEXTO
COMPLETO
TEXTO
CHEIO
DISCUSION:
DÍA 30
NOVIEMBRE A 7 DE DICIEMBRE DE 1.999
NOVEMBER 30,
TO DECEMBER 7, 1999
DIA 30 NOVEMBRO
PARA 7 de DEZEMBRO de 1999
TÍTULO
O
DOENTE PÓS-OPERATÓRIO EM UCI:
UMA
EXPERIÊNCIA DE SEIS ANOS
TEXTO
CHEIO
F. Próspero
F. Esteves
L. Gonçalves
T. Faria.
UCIP. Hosp. S.
Pedro. Vilareal. PORTUGAL
INTRODUÇÃO:
Numa
UCI Polivalente o doente pós-operatório assume aspectos particulares
do ponto de vista da sua abordagem clinico-terapêutica. Classicamente
divididos em dois grupos (cir. programada e cir. urgente), assumem aspectos
distintos no contexto multifactorial duma UCIP onde a abordagem multidisciplinar
é fundamental.
OBJECTIVOS:
Procedeu-se
ao estudo retrospectivo dos doentes pós-operatórios admitidos
consecutivamente na UCIP do H. S. Pedro no período entre 19 de Jan
1993 e 31 de Dez de 1998, com o objectivo de se perceber a evolução
do doente cirúrgico numa UCIP, no contexto da realidade do nosso
Hospital.
MATERIAL
E MÉTODOS:
Foi
efectuado o estudo de processos clínicos referentes a 545 doentes
pós-operatórios (36,1% do total admitido) sendo 276 indivíduos
(50,6%) admitidos em pós-op. de cir. programada e 269 (49,4%) de
cirurgia urgente. Para alem dos dados epidemiológicos comuns, foram
analisados: proveniência, critérios de admissão, demora,
necessidade de ventilação mecanica, apache II ás 24h,
diagnósticos de saída (class. Knauss) e destino dos doentes.
Procedeu-se tambem ao estudo comparativo com outras categorias diagnósticas
admitidas.
RESULTADOS:
Nas
tabelas seguintes estão sumariados alguns resultados encontrados:
Pos-op
n Idade Demora (d) VM Ap. II Mort (%)
1993
97 60,4±18 2,1±2 1,2±1,6 12±10 6,2
1994
96 61,8±15,3 2,7±3,7 1,8±3 18,7±7 6,3
1995
99
56,4±20 4,1±7 2,4±5 15,8±8 12,1
1996
80 64,6±18 3,8±6,3 2,7±6 17±8 11,3
1997
95 60,9±20 3,9±6,3 2,5±5,2 14,2±7 8,4
1998
78 61,8±20 3,8±4,9 2,7±4,7 18,8±11 15,3
Predomínio
de d. sexo masculino (333 doentes=61%) na amostra analisada; O escalão
escalão etário dominante pertence á década
de 70-80 anos. Há diferenças importantes nas características
de ambos grupos (cir. progr./urgente) sobretudo em termos de gravidade
e morbilimortalidade, comuns as descritas na literatura. A sepsis abdominal
e os quadros de obstrução/perfuração v. oca
predominam nos pós-op cir. urgente enquanto que a patologia oncológica
do tubo digestivo predomina nos d. cir. programada.
CONCLUSÕES:
Verificamos
existir estabilidade nas características gerais dos doentes estudados.
Progressiva diminuição do nº de admissões de
pós-op cir. progr. reflectindo baixa compliance da UCI e talvez
maior diferenciação dos serviços (Anest/Cir) As neoplasias
e os quadros de sepsis são os diagnósticos mais frequentemente
encontrados nos dois grupos de diagn. cirurgicos.