RESUMO
Nº
00177EL
TEXTO COMPLETO
NO ENVIADO
DISCUSION:
DÍA 1 A
8 DE DICIEMBRE DE 1.999
DECEMBER 1- 8,
1999
DIA 1 PARA 8
de DEZEMBRO de 1999
TÍTULO
TESTE
AO HIDROXIETIL AMIDO - HAES A 6% NUM DOENTE COM SÉPSIS GRAVE.
TEXTO COMPLETO NO ENVIADO
E.Lafuente,A.Bartolo,R.Milheiro,A.Sousa,C.Gonçalves,
J.Fernandes,
J.Leão
UCIP - HSO Guimarães.
PORTUGAL
INTRODUÇÃO:
Os
argumentos utilizados pelos defensores dos colóides em reanimação
incidem na diminuição do volume com aumento significativo
da pressão oncótica e por isso menor saída de líquidos
para o espaço intersticial.
OBJECTIVO:
Ensaiar
o HAES 6% numa situação particular de reanimação
por sepsis grave com hipotensão.
MATERIAL
E MÉTODOS:
Testamos
o HidroEtil Amido a 6% numa doente com diagnóstico de pneumonia
da comunidade, em sepsis grave com hipotensão.Consideramos para
o efeito os seguintes dados: frequência cardíaca(FC), pressão
arterial média(PAM), pressão média da artéria
pulmonar (PAPM), pressão de encravamento da artéria pulmonar(PCWP),
pressão venosa central(PVC), o índice cardiaco(IC), consumo
de oxigénio(VO2) e fornecimento de oxigénio(DO2), ácido
láctico(Lact), sódio(Na+), potássio(K+), glicemia(Glic),
os valores da gasometria e da diurese. Os dados foram colhidos antes do
início da perfusão rápida (1h) de 1000mL de HAES a
6% (phase 0) e atendemos aos obtidos após metade do volume (phase
1) e no fim da perfusão (phase 2).
RESULTADOS:
FC
PAM PVC PAPM PCWP VO2 DO2 IC DU
Phase
0 134 50 13 21 13 84 923 3.25 0
Phase
1 128 80 18 26 17 82 1155 4.07 8
Phase
2 128 85 16 82 18 96 1332 4.63 190
DV
-6 +35 +3 +11 +5 +12 +409 +0.38 +190
Lac
Na+ K+ PH PCO2 PO2 HCO Glic
Phase
0 5.42 159 2.29 7.52 25.7 109 22 276
Phase
1 5.36 157 2.1 7.51 27.4 122 21.8 280
Phase
2 5.37 157 2.07 7.52 27 136 21.7 293
DV
-0.05 -2.2 -0.02 0 +1.3 +27 +0.3 +17
COMENTÁRIOS:
Em
reanimação pretende-se que haja uma expansão rápida
da volémia acompanhada de mínima redistribuição
de liquidos para o espaço intersticial.A subida da PAM, da PVC,
da PCWP com o aumento significativo da diurese confirmam este efeito benéfico
do HAES-6 sobre a recuperação da volémia. Encontramos
igualmente numa melhoria da actividade cardiaca, com subida do IC e da
PAPM, sem grande alteração da frequencia cardiaca. Este efeito
pode ser importante em doentes septicos com deterioração
da função hemodinâmica. Não obtivemos qualquer
efeito tampão, apesar de uma subida no fornecimento de O2(DO2).
Podemos considerar que o HAES é uma alternativa eficaz na reanimação
de doentes em sepsis grave, porque para além do efeito expansor
tem um efeito hemodinâmico comprovado e promove o transporte de oxigénio.Se
impedimos a evolução para FMO e promovemos uma melhoria da
morbilidade são questões que deverão ser avaliadas
noutros estudos.