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ABSTRACT 
Nº 00188AM

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Del 1 de Noviembre al 15 de Diciembre
ABSTRACT 
Nº 00188AM
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DÍA 3 A 10 DE DICIEMBRE DE 1.999
DECEMBER 3- 10, 1999
DIA 3 PARA 10 de DEZEMBRO de 1999

TITLE

UTILIZAÇÃO DOS ÍNDICES DE GRAVIDADE (SAPS II) E DE DISFUNÇÃO DE ORGÃOS (SOFA) NUM SERVIÇO DE CUIDADOS INTENSIVOS
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Aníbal Marinho; José Luzio; Bárbara Xavier; Miguel Tavares; Elisabete Lourenço; Maria José Fernandes

Serviço de Cuidados Intensivos (SCI) 
Hospital Geral de Santo António – Porto – Portugal

OBJECTIVOS: 
Avaliar a utilidade do SAPS II  na estratificação da gravidade dos doentes admitidos num SCI. Avaliar a utilidade do SOFA score para a determinação da incidência e gravidade da disfunção / falência de orgãos nos doentes críticos., bem como  a sua importância para o prognóstico dos doentes. Determinar se existe uma correlação entre os dois scores.

MATERIAL E MÉTODOS:
Durante um período de 9 meses (Outubro/1998 a Junho /1999) procedeu-se à determinação de uma forma prospectiva dos valores da SAPS II e de SOFA, nos primeiros 5 dias após a admissão dos doentes ao SCI. Os doentes foram divididos em 3 grandes grupos relativamente ao modo de admissão: cirurgia programada (P); cirurgia de emergência (E); foro médico (M). Considerou-se que um orgão se encontrava em “falência” quando o SOFA era ? 3. A mortalidade foi obtida à data de alta do SCI e do Hospital. Na análise dos dados utilizou-se o programa “Statística” para Windows. Resultados são expressos em média ± desvio padrão ou como mediana. Um p<0,05 é considerado estatísticamente significativo. O teste de correlação linear utilizado foi o de Pearson.

RESULTADOS:
No período de tempo que mediou este estudo foram admitidos ao SCI 278 doentes, com uma idade média de 58,5±18,4; demora média no SCI de 7,8±14,6 e no hospital de 28,5±26,5. A taxa de mortalidade global no SCI foi de 19,8% (55 doentes) e no hospital de 25,5% (71 doentes). No que se concerne ao modo de admissão a distribuição foi a seguinte:  cirurgia programada (P) – 150 doentes com tempo de internamento de 3,89±8,05 dias (mediana 1); cirurgia de emergência (E) – 55 doentes com tempo médio de internamento de 10,47±15,47 dias (mediana 5); foro médico (M) – 73 doentes com tempo médio de internamento de 13,78±20,98 (mediana 6). A taxa de mortalidade em relação ao modo de admissão foi: P – 10%; E – 32,7%; M- 30,1%; Os valores obtidos de SAPS II  e  SOFA na admissão foram os seguintes (ver  tabela):
A disfunção dos diferentes orgãos à data de admissão encontra-se distribuída nos gráficos pela seguinte ordem da esquerda para a direita: 1º Respiratório; 2º Renal; 3º Coagulação; 4º Hepático; 5º Cardiovascular; 6º Neurológico.
A taxa de mortalidade associada ao número de orgãos em falência  na admissão  foi de:  falência de 6 orgãos => 0 doentes;  5 orgãos => 1/1 (100%); 4 orgãos => 2/3 (66,6%); 3 orgãos => 8/13 (61,5%);  2 orgãos => 15/40 (37,5%);  1 orgão => 19/90 (21,1%);  0 orgãos => 10 /131 (7,6%). 
100 doentes estiveram internados mais de 5 dias no SCI. O teste de correlacção linear de Pearson entre o SOFA e SAPSII obteve os seguintes valores: 1º dia: r=0,43; 2º dia: r= 0,43; 3º dia: r=0,55; 4º dia: r=0,62; 5º dia: r=0,66.

CONCLUSÃO: 
Coexistem no nosso SCI dois subgrupos de pacientes com prognósticos diferentes: o subgrupo de cirurgia programada (responsável por 54% dos internamentos) com baixa taxa de mortalidade, e o  subgrupo correspondente aos da emergência e do foro médico aos quais estão associados valores superiores de SOFA e SAPS II (maior gravidade da doença) , maior demora média e maior  mortalidade. Na admissão o orgão associado a maior disfunção/falência é o aparelho respiratório. Quanto maior o número de orgãos em falência, maior a mortalidade. Existe uma correlação linear significativa entre o SAPSII e SOFA, com tendência a aumentar até ao 5º dia. Apesar de todo o dispendio de energia necessário para se proceder à recolha creteriosa destes scores, não deixa de ser importante a sua determinação, já que nos permite estar um passo mais perto da clínica, ou seja da avaliação e ponderação seriada dos doentes.

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