TITULO
Hidrocefalia Obstrutiva Recorrente por Neurocisticercose
AUTORES
Autores: Rita Delgado Villora, Francisco Javier Carod Artal, Marcos Masini.
Instituição: Serviço de Neurologia e Neurocirurgia. Hospital Sarah .Brasília-DF-Brasil. Endereço: Rita Delgado Villora. SMHLS 301 Asa Sul, Brasília DF. CEP 70330-150.Brasil
Dirección de correo electrónico: Peterson@bsb.sarah.br
TITULO | AUTORES | RESUMEN | INTRODUCCION
PRESENTACION DEL
CASO | ICONOGRAFIA | DISCUSION
Y CONCLUSIONES
BIBLIOGRAFIA | ENVIAR COMENTARIOS |
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RESUMEN
IA neurocisticercose é parasitose comum do sistema nervoso central em nosso meio, sendo a hidrocefalia obstrutiva uma das formas clínicas de apresentação. O tratamento do quadro de hipertensão intracraniana, mediante a implantação de sistemas de derivação liquórica, pode tornar-se ineficaz, dada a possibilidade de obstrução recorrente devido à hiperproteinorraquia nestes casos.
INTRODUCCION
A neurocisticercose pode apresentar-se sob a forma de déficit focal neurológico, epilepsia ou hidrocefalia. Relatamos a seguir o caso de uma hidrocefalia crônica obstrutiva por neurocisticercose, de evolução complicada.
PRESENTACION DEL CASO
Apresentamos uma paciente feminina, de 63 anos de idade, sem qualquer antecedente mórbido de interesse. A paciente tinha apenas o diagnóstico prévio de neurocisticercose há cinco anos , com quadro de hipertensão intracraniana e hidrocefalia, demonstrada por tomografia computadorizada de crânio, que necessitou de tratamento cirúrgico através de derivação ventriculo-peritonial. A paciente evoluiu estável durante este período, com resolução do quadro de hipertensão intracraniana.
Três meses antes de procurar novamente o hospital,começou a apresentar quadro de rebaixamento de nível de consciência progressivo, associado a um déficit motor à direita ( hemiparesia completa desproporcionada, com predomínio braquio-facial ) e disfasia mista ( predominantemente de expressão ). Novo estudo por tomografia computadorizada foi realizado em caráter de urgência, e este demonstrou dilatação de todo o sistema ventricular, com edema transependimário associado, indicando hipertensão intracraniana grave. A paciente foi submetida, a seguir, a revisão cirúrgica do sistema de derivação ventriculo-peritonial, onde se constatou uma obstrução do cateter distal. À punção ventricular constatou-se saída de líquor límpido e incolor, sob grande tensão. Não houve qualquer intercorrência ou instabilidade intra-operatória.
A paciente evoluiu no pós-operatório imediato com uma melhora dramática e imediata do nível de consciência, e nos primeiros três dias houve uma regressão quase completa do déficit motor e uma melhora também acentuada da disfasia de expressão. Por ocasião da alta, a paciente mantinha o quadro de disfasia, em menor proporção
ICONOGRAFIA



Figs. 1,2 e 3: Tomografia computadorizada cerebral, demonstrando importante dilatação do sistema ventricular

Rx de crânio, demonstrando colocação adequada do sistema de derivação,após o procedimento.
DISCUSION Y CONCLUSIONES
A hidrocefalia obstrutiva é uma das formas clínicas de apresentação da neurocisticercose. O processo inflamatório determinado pela presença do parasita nos espaços liquóricos leva ao espessamento das aracnóides em geral, o que pode determinar a suboclusão e até mesmo obstrução completa dos forames no sistema ventricular ( Luschka, Magendie ), determinando hidrocefalia obstrutiva.
O mesmo processo inflamatório determina hiperproteinorraquia, o que constitui um problema quando se faz necessário optar por um sistema de derivação, uma vez que o alto conteúdo de proteína no líquor pode determinar disfunção do sistema de derivação, quer por disfunção da válvula ou por obstrução dos cateteres. Faz-se necessário ter esta particularidade em mente, portanto, quando se instala uma derivação liquórica em pacientes com hidrocefalia secundária a neurocisticercose.
Os pacientes devem ser avisados do risco de uma obstrução e a sintomatologia que pode advir da mesma deve ser explicada ao paciente em questão, para que o mesmo possa reconhecê-la e procurar atendimento médico o quanto antes. Outrossim, estes pacientes devem ser submetidos a revisões médicas periodicamente, em caráter ambulatorial, o que pode permitir ao médico surpreender qualquer anormalidade na evolução do caso.
No caso em questão, a paciente teve uma evolução satisfatória após a revisão cirúrgica do sistema, o que resolveu o problema de obstrução recorrente. A mesma se encontra no momento em seguimento ambulatorial, sem novas recorrências até o momento.
Conclusão:
Os pacientes com neurocisticercose e hidrocefalia têm risco de obstrução valvular recorrente,devido ao processo inflamatório,com aumento de proteínas no líquor, pelo que é importante o acompanhamento periódico e a informação ao paciente dos riscos de sua doença.
BIBLIOGRAFIA
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